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Belém recebe as exposições portuguesas "The Walk" e "Cartografias"
A Secretaria Executiva de Cultura (Secult), o Consulado de Portugal em Belém e a Universidade da Amazônia (Unama) abrem em Belém as exposições "The Walk" de Graça Pereira Coutinho e "Cartografias" de Isabel Pavão. As exposições das artistas portuguesas passaram por Brasília; Rio de Janeiro e São Paulo e ficam na cidade até o dia 30 de março. |
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Graça Pereira Coutinho é uma das mais importantes representantes da arte contemporânea portuguesa. Ela mora em Londres há mais de 20 anos e tem feito exposições em museus, galerias e instituições em todo o mundo. Sua obra reflete muito da sua própria experiência de vida, expressa de modo singular por meio de pinturas, instalações, fotografias e vídeos de arte em que procura desenvolver um trabalho anti-formalista e introspectivo, apresentando camadas e escritas em processo.
Tecnologia - A artista trabalha com arte e tecnologia, produzindo diversos trabalhos com vídeo-projeção, além de pinturas e instalações com fotografia. Possui obras na coleção de diversos museus europeus, como Centro de Arte Moderna - Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Museu de Arte Contemporânea de Osaka, Instituto de Arte Contemporânea, Lisboa e outros.
A exposição The Walk é a primeira realizada na América Latina e apresenta dois vídeos instalações, nove pinturas em técnica mista e 50 fotografias em grande formato. A idéia é apresentar ao público uma face contemporânea e ousada da arte portuguesa atual, explorando tecnologia e arte de modo inteligente e crítico.
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Cartografia - A pintora Isabel Pavão nasceu na cidade do Porto, em 1960 e expõe regularmente em Lisboa. Ela é formada em artes plásticas em Portugal, fez mestrado na mesma área na França e doutorado em Nova York, onde atualmente reside e trabalha há 11 anos. Participou de inúmeras exposições individuais e coletivas em sua terra natal e no exterior - Macau, Estados Unidos, França, Alemanha e Espanha - expondo agora pela primeira vez no Brasil. |
Em Cartografias, Isabel Pavão retoma, em bases absolutamente originais, uma tradição que remonta aos tempos do renascimento, quando pintores holandeses transformaram os mapas em importantes elementos de expressão artística. O século XVII foi o tempo de sedimentação dos grandes descobrimentos, a consciência do mundo se ampliava. Os mapas tentavam descrever esse mundo novo.
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As 41 telas de Isabel Pavão aludem a mapas, mas são construções fictícias. São quadros com a aparência de mapas. A artista utiliza mapas reais que lhes servem como elementos de inspiração: os mapas são inseridos nas obras como texturas. A partir do acréscimo de outros mapas - que se misturam - a obra vai tomando uma aparência híbrida.Junto a essa teia criativa, os mais variados elementos pictóricos(escrita, desenhos de objetos, |
como os astrolábios, por exemplo) também vão se somando à textura original. Esse conjunto compõe uma tela expressiva, onde a visão do pormenor tem a mesma importância que a visão panorâmica. |
Serviço: As exposições The Walk de Graça Pereira Coutinho e Cartografias de Isabel Pavão ficam abertas ao público para visitação até o dia 30 de março, no Boulevard das Feiras e Exposições - Armazém 03 da Estação das Docas. A realização é da Secult, Consulado de Portugal em Belém, Unama com o apoio do Instituto Camões, Tap Air Portugal e Lusotur Viagens e Turismo.
in 'Site do Governo do Pará', 27 de Fevereiro de 2003
